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PAPEL DA CIÊNCIA NA GÊNESE maio 16, 2009

Posted by raizculturablog in Cultura & Massas.
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A Gênese Segundo o Espiritismo (Resumo) – Parte 4 e 5
Joel Matias, Brasil

CAPÍTULO IV – PAPEL DA CIÊNCIA NA GÊNESE

A religião era preponderante na história dos povos antigos, de tal modo que os primeiros livros sagrados continham toda a ciência e as leis civis da época. Sendo imperfeitos seus meios de observação, também incompletas eram as teorias sobre a criação. O desenvolvimento das ciências proporcionou ao homem os dados necessários ao surgimento de uma Gênese positiva e, de certo modo, experimental. Acompanhou-se a formação gradual dos astros através de leis eternas e imutáveis, que demonstravam a grandeza e sabedoria do Criador.

A gênese de Moisés, dentre as teorias antigas, é a que mais se aproxima dos dados científicos atuais, levando-se em conta que seu conteúdo original deturpou-se nas traduções de língua para língua, além do fato de os escritos antigos serem feitos de modo alegórico. O receio de comprometer o conteúdo das crenças contidas na Bíblia, de ferir o princípio da imutabilidade da fé, além da falta de conhecimentos científicos, fez com que o homem permanecesse estacionário em progresso, até que a Ciência viesse a demonstrar os erros da Gênese moisaica tomada ao pé da letra.

Mesmo respeitando-se a Bíblia como sendo revelação divina, deve ser considerado que nenhuma revelação pode sobrepor-se à autoridade dos fatos, de modo que, diante das flagrantes contradições entre as descobertas científicas e os Textos Sagrados, conclui-se que foram as revelações mal interpretadas. A Ciência segue seu caminho em busca da verdade e as religiões não podem permanecer estacionarias. “Uma religião que não estivesse, por nenhum ponto, em contradição com as leis da Natureza, nada teria que temer do progresso e seria invulnerável”.

A Gênese se divide em duas partes:

1)- A história da formação do mundo material;
2)- A história da Humanidade e seu princípio corporal e espiritual.

A Ciência tem estudado a primeira parte, completando a Gênese de Moisés, deixando à Filosofia o estudo da segunda, a qual chegou a conclusões contraditórias, o que levou muitas pessoas a seguir a religião convencional. Todas as religiões pregam a existência da alma. Quanto à sua origem, passado e futuro, impõem os dogmas que pressupõem a fé cega levando a muitos a dúvida e a incredulidade; A incerteza quanto ao futuro leva o homem à predominância do interesse às coisas da vida material.

O mecanismo do Universo e a formação da Terra só foram entendidos quando se conheceu as leis que regem a matéria. Por desconhecer as leis que regem o princípio espiritual, permanece a Metafísica no campo das teorias e especulação. A Mediunidade foi para o mundo espiritual o que o telescópio representou para a Astronomia, permitindo ao Espiritismo experimental o estudo das relações entre o ser material e o ser inteligente, o que permitiu seguir-se a alma em sua marcha ascendente, suas migrações e transformações. Era o instrumento que faltava aos comentadores da Gênese para a compreenderem e lhe retificarem os erros. Sendo solidários os dois mundos, somente o conhecimento de suas leis permitiu a constituição de uma Gênese completa, embora aproximativa.

CAPITULO V – ANTIGOS E MODERNOS SISTEMAS DO MUNDO

Na antiguidade, desconhecendo as leis da física e sem dispor de qualquer instrumento de observação além de seus sentidos, os homens acreditavam que o Sol girava em torno da Terra, que se constituía em uma superfície circular plana. O céu era uma abóbada cheia de ar apoiada nos bordos da Terra, sendo as estrelas pontos luminosos engastados nela. Entendiam ser as chuvas provenientes das águas superiores que escapavam pelas frestas da abóbada. Ao perceber movimento dos astros explicavam como sendo o resultado da rotação da abóbada arrastando consigo as estrelas nela fixadas. Mais tarde percebeu-se que a abóbada teria que ser uma esfera inteira, oca, contendo no centro a Terra, chata ou convexa, habitada em sua parte superior, sem poder-se explicar qual o seu suporte.

As Teogonias pagãs situavam o inferno nos lugares baixos, sob a Terra, estando o Céu nos lugares altos, além das estrelas.

Observadores da Caldéia, Índia e Egito notaram que certas estrelas tinham movimento próprio – as estrelas errantes ou planetas. Notou-se a imobilidade da Estrela Polar em cuja volta outras descreviam círculos oblíquos, chegando-se ao conhecimento da obliqüidade do eixo da Terra. Verificações da estrela polar em diferentes latitudes levou à descoberta da esfericidade da Terra, por Tales, de Mileto, em 600 A.C.. Pitágoras em 500 A.C. descobriu o giro da Terra sobre seu eixo e seu movimento junto com os outros planetas em torno do Sol. Hiparco em 160 A.C. Inventou o astrolábio relativo aos eclipses, manchas do sol, revoluções da Lua.

Tais conhecimentos, entretanto, ficaram restritos aos filósofos e seus discípulos por mais de 2.000 anos. Em 140 D.C. Ptolomeu compôs um sistema misto em que a Terra seria o centro do Universo, com uma região elementar (terra, agua, ar e fogo) e uma etérea composta de onze céus superpostos, além dos quais estaria o Empíreo (habitação dos bem-aventurados). No início de 1.500 D.C. COPÉRNICO, à partir das idéias de Pitágoras, apresentou o Sol como o centro do sistema planetário, sendo a Lua o satélite da Terra. Com Galileu, inventor do telescópio (1.610), o sistema de Copérnico veio a ser confirmado, reconhecendo-se que as estrelas são sóis – centros de outros sistemas planetários- as constelações são agregados aparentes que desapareceriam se delas pudéssemos aproximar-nos.

Tais conhecimentos, divulgados graças à tipografia tornaram-se públicos tornando minoria os sustentadores das velhas idéias. Descerrou-se a venda e os homens puderam melhor fazer idéia da sublimidade da obra Divina. Em seguida vieram: Kepler que descobriu serem elípticas as órbitas dos planetas, sendo o Sol um dos focos. Newton descobriu a lei da gravitação universal, Laplace criou a mecânica celeste.

A Astronomia tornou-se uma Ciência com base no cálculo e na geometria, uma das pedras fundamentais da GÊNESE após 3.300 anos de Moisés.

(Publicado no Boletim GEAE Número 428 de 22 de janeiro de 2002)

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