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Sobre Diálogo, Diversidade e Codificação maio 8, 2009

Posted by raizculturablog in Cultura & Massas.
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Aranauan, Saravá meus irmãos planetários e Alexandre Cumino,

Antes de mais nada gostaríamos de deixar claro que nossa intenção é discutir idéias. Ao longo desses anos, nossa participação na lista foi calcada em dialogar com os listeiros os mais variados conceitos. Naturalmente, quando existem opiniões divergentes podem surgir polêmicas. Contudo, se mantivermos o foco na idéia e não na pessoa, a construção coletiva do conhecimento prevalecerá.

Também nos escusamos com a lista se enviamos emails de forma rápida. Não necessitamos consultar várias pessoas para construir nossas idéias, apenas nos baseamos em nossa consciência que sempre busca agir com lógica e bom senso e a experiência de vida que construímos no templo e na sociedade

Não queremos criar inimizades e nem atritos. Por isso mesmo, se você irmão Cumino não se incomodar, gostaria de visitar o seu templo caso existam trabalhos gratuitos abertos ao público. Seria uma oportunidade de dialogarmos pessoalmente e demonstrarmos que claramente não possuímos divergências pessoais, apenas pontos de vista diferentes.

Sobre os conceitos esposados pelo Pai Rivas em seus livros, lembramos que foram extraídos de obras da Umbanda Esotérica. Nesta Escola Umbandista não tem atabaque, não incorpora baiano, marinheiro, boiadeiro, Zé Pilintra, não se bate palma, nem outras práticas comuns em outros terreiros. Isso não é erro, apenas uma forma específica de trabalho na Umbanda. Alexandre Cumino, você é contra a Umbanda Esotérica?

O que Pai Rivas vem fazendo desde 2000 foi a instituição de 7 ritos diferenciados que representam a média do que se pratica na Umbanda como um todo. Dentro da abordagem trazida pela Escola de Síntese existem diversas formas de se fazer e praticar Umbanda e elas devem ser respeitadas. Esta visão pós-moderna e paradigmática deu origem à FTU(Faculdade de Teologia Umbandista) que forma teólogos umbandistas e ao Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras onde são realizados ritos do Catimbó, Toré, Xambá, Babassuê, Tambor de Mina e tantas outras Tradições ligadas à história do nosso povo.

Isto se deve ao fato de Pai Rivas não só conhecer a teoria, mas ter experiência na Nação, Encantaria, Umbanda Popular até (re)encontrar Mestre Yapacany onde adquiriu vivência iniciática na Umbanda Esotérica por mais de 18 anos. Estes fatos foram devidamente registrados no livro “Sacerdote, Mago e Médico” e no DVD que o acompanha.

Quanto à Codificação, lembramos aos irmãos listeiros que respeitamos quem pensa assim, porém discordamos na certeza do mal que traria para o nosso movimento umbandista. No que pese os seguidores do Saraceni afirmarem que não possuem uma ideologia codificadora, lembramos:

A AUEESP, associação presidida pela Sandra Santos (assessora do Saraceni) e que é descrita no sítio eletrônico do Colégio de Umbanda Sagrada, afirma que entre os seus propósitos estão: “Depurar das práticas de umbanda elementos de cultos estranhos a ela”; “Normatizar gradativamente seu culto e liturgia , doutrina e práticas mediúnicas e ritualísticas para que todos falem a mesma “língua”” e “Separá-la dos outros cultos Afro-brasileiros, fato este que beneficiará a todos e ornará cada culto responsável por seu rebanho de fiéis”. http://www.colegiodeumbanda.com.br/content/view/5/64/

No livro “Tratado Geral de Umbanda” temos: “Pai Benedito de Aruanda e mestre Seiman Hamiser Yê, de fato, revolucionaram o repetitivismo existente até os anos 90 do século XX e deram início à abertura dos mistérios da Umbanda e a uma codificação ampla e ilimitada, pois nas sete vibrações divinas estão todos os orixás, nas sete linhas…” (pág. 19)

“Como registramos nos órgãos competentes a nossa codificação, não aceitaremos que aventureiros mudem os nomes dos orixás ali colocados por nós, pois para as sete linhas de Umbanda bipolarizadas e subdivididas em sete graus vibratórios positivos e sete graus negativos só existe uma codificação: a nossa!” (pág. 42)

“E agora, criamos o curso de sacerdócio vocacional e desenvolvemos toda a sua dinâmica religiosa que dispensa o sacerdote da necessidade de ser médium de incorporação. Apenas precisa ser religioso, ter fé e iniciar-se nessa nova dinâmica de atuação coletivo dos sagrados orixás” (pág. 258).

Não faz muito tempo, observamos na lista como o Rubens Saraceni quis patentear a expressão “teologia de umbanda” como marca de propriedade do Colégio Pai Benedito. Este pedido foi feito em 2001 e, naturalmente, foi indeferido pela sociedade brasileira através do INPI. Qual a motivação disto? Por que deixar este nome pertencente à comunidade umbandista sob o domínio de um grupo? A resposta todos os irmãos já devem saber, pois os textos supracitados são suficientes para cada um tirar suas próprias conclusões.

E deixa a Gira girar!

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