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Raízes Umbandistas. maio 3, 2009

Posted by raizculturablog in Cultura & Massas.
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Dentro da Umbanda existem diversas Escolas que são formas de compreender e vivenciar o Sagrado. Cada uma delas representa raízes que fazem do nosso movimento religioso uma árvore de bons frutos, pois diminuem as desigualdades e respeitam as diferenças.

Infelizmente, observamos como alguns irmãos planetários desacostumados com a diversidade existente em nosso meio tentam criar pseudo-raízes ou construir escolas de aluguel na certeza que estão em terra de ninguém.

Muito deles tentaram fazer isso quando condutores de algumas Escolas desencarnaram. Um exemplo interessante do que afirmamos é Zélio Fernandino de Moraes e W. W. da Matta e Silva.

Logo após a passagem do Zélio de Moraes para o outro lado da vida, surgiram e surgem até hoje indivíduos alegando que fazem parte da raiz do Caboclo das 7 Encruzilhadas, “psicografando-o” e até mesmo “incorporando-o” em seus livros e terreiro respectivamente. Esquecem-se que o Zélio deixou objetivamente a direção dos trabalhos de seu templo nas mãos de suas filhas carnais Zilméia e Zélia, senhoras que conduziram os trabalhos da Tenda Nossa Senhora da Piedade até que a filha carnal da Zilméia, Dona Lígia, continuasse na direção da terreiro até os dias atuais.

Outro caso prático do tema que estamos abordando é, sem dúvida, Mestre Yapacany (W.W. da Matta e Silva). Após um belíssimo trabalho de fortalecimento e desenvolvimento da Umbanda em aspectos teóricos e práticos, transmitiu a sua Raiz, a Raiz de Guiné, para seu filho espiritual Mestre Arhapiagha (Pai Rivas). Meu pai espiritual vem trabalhando desde então para guardar a tradição e aprofundar os elos de contato deste bálsamo trazido pela Sagrada Corrente Astral de Umbanda através de livros, dos templos ligados à OICD(Ordem Iniciática dos Cruzeiros Divinos) e mais recentemente com a entrega d a FTU(Faculdade de Teologia Umbandista) para todos nós umbandistas.

Assim, os aventureiros de plantão tentam com o desencarne deste e outros dignos umbandistas assumirem seus trabalhos como se não existisse sacerdotes e sacerdotisas designadas para tal função. Quando não conseguem tomar na “mão cheia” apelam para uma filiação a esta e outras raízes por portas e travessas.

Novamente esquecem que só pode viver por muito tempo a árvore que tem boas raízes. Sem raiz, nenhum trabalho resiste a primeira e mais suave brisa de contato com o Sagrado. Por mais que consigam construir falsas conexões e apresenta-las à sociedade, falta a estas pessoas uma coisa fundamental: Agô dos Ancestrais Ilustres que acobertam a Raiz. E para conseguir isto não existe ouro no mundo que pague ou lábia capaz de enganar os Senhores da Aruanda.

Saravá fraternal,

João Luiz de A. Carneiro
Discípulo de Pai Rivas (Mestre Arhapiagha)

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