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4º pronunciamento discute Criacionismo, Educação Religiosa nas Escolas e W.W. da Matta e Silva março 21, 2009

Posted by raizculturablog in Cultura & Massas.
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Aranauam, Saravá meus irmãos!

Nesta última quinta-feira assistimos o pronunciamento ao vivo da FTU(Faculdade de Teologia Umbandista) para a Sociedade civil como um todo e especialmente para a comunidade umbandista. No início observamos como alguns cientistas utilizaram o conceito de Evolucionismo descrito por Darwin para negar a Religião. Por sua vez membros das Igrejas Abrâmicas afirmam como realidade única o Criacionismo. Também foram discutidas outras hipóteses para tratar a origem e evolução da vida, como o Design inteligente e o Criacionismo da Terra Nova.

Em um campo de conhecimento permeado pela intolerância entre cientistas e religiosos, a FTU procura desenvolver pontes de contato, compreensão e discussão entre os mais diversos campos da gnose humana. Desta forma, a Teologia Umbandista ratifica o Evolucionismo Teísta. Ou seja, aceita as explicações lógicas e coerentes de Darwin e, ao mesmo tempo, reconhece a origem deste processo no Poder Volitivo do Orixá. Lembramos que o próprio Darwin reconheceu que sua tese não descartava a existência de Deus.

Logo após vimos Pai Rivas fomentando a discussão sobre Educação Religiosa nas Escolas. Sem a mínima pretensão de encerrar a questão, o reitor da faculdade questiona que pessoa ou qual religião teria condição de ensinar o assunto para um universo tão amplo de tal forma que não ferisse os princípios individuais do corpo discente, adquiridos por suas respectivas famílias, e não deixasse – ao mesmo tempo – de transmitir os valores de todas as experiências religiosas. Diante deste problema, Pai Rivas se posiciona em favor do ensino público laico e vislumbra que outro caminho mais maduro a ser seguido no futuro seria o ensino da Religiosidade e Espiritualidade inerente a cada um de nós de forma ampla e universalista.

Encerrando nosso pálido resumo do que assistimos no 4º pronunciamento ao vivo pela FTU, Pai Rivas comentou os 22 anos sem W.W. da Matta e Silva. De posse do exemplar nº1 da 1ª edição de “Umbanda de Todos Nós” , presenteada com dedicatória pelo próprio autor, Pai Rivas conta um pouco de sua vivência com seu Pai Espiritual e irmãos de santé que de fato participam da linhagem de Mestre Yapacany. Também foi comentado sobre o envolvimento deste verdadeiro Arauto do Além com o Catimbó e a Encantaria, suas origens no Nordeste brasileiro e a importância de sua obra literária para a comunidade umbandista.

De forma insofismável reconhecemos que o trabalho hoje consolidado na FTU por Pai Rivas(Mestre Arhapiagha) é um fruto natural do estudo teológico iniciado por Pai Matta(Mestre Yapacany). Sim meus irmãos, Pai Rivas esteve lá ao lado de outros poucos Iniciados que podem contar sua vivência com Pai Matta, pois estiveram lá de verdade.

No que pese a insistência de alguns em assumirem uma pseudo iniciação na raiz de Pai Guiné de Angola, lembramos que a Tradição Umbandista só é transmitida dentro do terreiro entre Pai e filho, Mestre e discípulo. Isto sem falar daqueles que além da falta de vivência, se transformaram em “pais de santo virtuais”. Mas isto é outra história…

E deixa a Gira(real e não virtual) girar!


Saravá fraternal,

João Luiz de A. Carneiro
Discípulo de Pai Rivas (Mestre Arhapiagha)

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