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Religião, Teologia e hegemonia março 19, 2009

Posted by raizculturablog in Cultura & Massas.
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Em toda a história da humanidade tivemos religiões que se tornaram hegemônicas, com poder de influenciar os indivíduos de seu grupo, assim como tornando-se Estado e influenciando a sociedade, e, posteriormente, ditando as regras sociais, legais, morais e até culturais em diversos países.

Exemplos existem muitos em termos de dominações, guerras, conflitos armados, perseguições … Religiões quando se tornam hegemônicas, tendem a impor sua visãode fé às outras religiões.  Da mesma maneira, os indivíduos tendêndem a impor sua visão particular da religião hegemônica, as pessoas de seu convívio social, em decorrência de seu status, poder econômico, político etc.

Na realidade não são as religiões que se tornam hegemônicas, mas os indivíduos de sua “cúpula sacerdotal” (e as outras pessoas periféricas a eles), que acabam utilizando meios como o proselitismo, o poder de polícia (quando a religião se torna Estado ou está intimamente vinculado a este), a influência psicológica imposta aos fiéis (como um representande da divindade suprema da religião na Terra),o poder da mídia para influenciar e intimidar os fiéis e demais pessoas da sociedade a ver aquela religião como superior às outras ou como sendo a única verdadeira.

O interessante é que essa hegemonia não é vista apenas nas religiões históricas que se tornaram Estado, mas em diversas outrtas religiões “menores”, em que uma certa cúpula sacerdotal ou até intelectual/política (antigamente chamavam-se os “doutores da fé”) acham, por motivos variados (pré-destinação: representantes de um poder Astral Superior, número de seguidores, poder de influência mental e carisma, poder político/econômico ou intelectual, capacidade de indução das massas … ) que podem influenciar ou alguém lhes disse ou deu um aval qualquer, para poder influenciar e impor, seja de m aneira discreta ou mais efetiva, uma forma de pensar e agir dentro daquele conjunto religioso.

Dentro desse contexto, podemos analisar que o estudo da teologia nos Estados Teocráticos (assim como nos pré-teocráticos e nos pós-teocráticos), sempre esteve vinculado a ratificar aquela crença, aquela fé, aquela filosifia teológica, influenciando a sociedade e até os diversos seguimento que aquele conjunto religioso possa ter, no sentido de negar o outro e fortalecer aquele que tem o poder hegemônico da religião, ou o seguimento que tenha mais fiés, seja mais estruturado e/ou organizado.

No conjunto religioso Cristão, onde encontramos a Igreja Católica Apostólica Romana como a mais antiga no estudo da teologia, podmeos ver que os teólogos tinham a tarefa de fortalecer aquela visão teológica Católica Apostólica Romana, sobre outras denominações e até justificar perseguições, punições, torturas, leis religiosas sociais para os fiéis (indo além das leis Bíblicas ou interpretando essas leis num contexto social e da própria administraçào sacerdotal da Igreja: código canônico). 

No protestantismo não foi diferente a função do teólogo.  O próprio Lutero, precursor do Protestantismo, teorisou uma nova visão da fé Cristã, mediante o estudo mais avançado dos textos bíblicos, no seminário teológico. 

Embora Lutero fosse um teólogo Católico e monge agostiniano, pelo seu estudo e interpretaçào, moveu um dos maiores cismas da Igreja Católica Apostólica Romana, que foi a Reforma Protestante.  Porém, a visão do teólogo não mudou dentro do Protestantismo, continuando este como um defensor intelectual da fé, daquela forma de fé, de crença, de doutrina.

Posteriormente com a Reforma Protestante, outras formas de Cristianismo Protestante foram surgundo e, com eles, seus teólogos e estudiosos, sempre com o mesmo papel de ratificadores, construtores,  defensores, doutores daquela forma de ver, sentir, manifestar, exercer, entender, aquela crença como uma verdade sobre as demais crenças Cristãs.

Mediante a essas verdades teológicas, houveram diversas guerras entente Estados influenciados, ora pela Igreja Católica, ora por seguimentos Cristãos Protestantes.  Em alguns casos os conflitos religiosos não envolveram os Estados em guerras externas, mas também em guerras internas (conflitos intestinos), onde ao subir ao trono um rei ou rainha Católico, este ou esta, perseguia os Protedtantes.  Quando acontecia o contrário, de subir ao trono um Protestante, os Católicos que eram perseguidos.  Fora quando o rei ou rainha, por diversos interesses (principalmente de poder, influência e financeiros), não se convertia, seja ao Catolicismo, seja ao Protestantismo, inciando as perseguições aos desafetos.

Grande parte de nossa história desses 2000 mil anos (antes disso isso também já acontecia , mas com outras religiões), por influência da Europa, é pautada em conflitos religiosos e bases teológicas opostas, memso dentro do mesmo seguimento religioso, no caso, o Cristão.  Fora as guerras e outros conflitosd também de bases religiosos, com outras religiões, como foram as cruzadas, perseguição aos ciganos, colonização da África e perseguição e aculturação das crenças dos Negros Africanos, pelos Padres e Missionários Católicos e Protestantes.

Infelizmente a teologia sempre foi um intrumento intelectual da fé e de uma fé hegemônica, seja ligada ao Estado, seja dentro de conjuntos clturais religiosos, onde unstentam ratificar sua fé sobre outros grupos.  Onde deveria haver o estudo de Deus e como este, de várias maneiras e formas, se liga aos seres humanos e estes se ligam a Deus, há sempre uma influência de sobreposição.

Hoje em dia essa visão, graças a Deus, está mudando e novas formas mais dinâmicas estão se ndo propostas dentro de uma visão de Deus mais aberta, mais livre e em que o estudo teológico não seja uma forma de influência ou de ratificação de uma forma de fé sobre outras (do mesmo conjunto religioso ou sobre outros conjuntos).  Seria o Estudo de uma “Telogia Geral” não ligada a um fé específica, mas ao fenômeno religioso em si. 

Esse estudo dessa “Teologia Geral” acabou tomando o nome de “Ciencias da Religião”, onde não se estua especificamente uma religião mais as religiões em seus vários aspectos: histórico, psicológico, sociológico, antropológico … Mas sem, necessariamento, privilegiar essa ou aquela religião.

O interessante é que esse estududo deveria realmente ser ciência independente, imparcial.  Porém, alguns seguimentos, até pelo vício do estudo teológico, acabaram se apropriando da Ciência das religiões, tentando fazer do Cientista das religiões, um cientista que estua outras religiões e o fenôme no religioso, para favorecer essa ou aquela religião.

É o ser humano e o sentido de hegemonia religioso, passando por cima da alteridade, da equidade, da pluralidade e da diversidade religiosa, claramente evidenciadas no mundo de hoje, tentando sistematizar cientificamente, uma forma sobre as outras.

Existem boas idéias no mundo da teologia e da ciência das religiões.  O mau sempre será a tentativa de influenciar e subjulgar o próprio conjunto religioso ou os outros conjuntos religioso, mediante a supremacia de uma ideia de fé melhor ou mais evoluída do que as outras.

Por essas razões, a teologia deve ser sempre vista com cautela e com muito policiamento (hoje, inclusive, até a ciência das religiões também passa por esses problemas), pois seu estudo externo ou interno, deve abraçar a todas as práticas religiosas, dentro de seus conjuntos religiosos (ramificações, formas, doutrinas, ritos, em uma visão plural e divers a da religião em estudo) ou no estudo dos conjuntos religiosos externos, sem haver processos hegemônicos ou tentativas, abertas ou veladas, de dominação.

Não me cabe tecer valores de uns melhores que outros, ou este estudo é melhor ou pior do que o outro, mas um alerta, para que se veja o estudo teológico de uma maneira mis aberta e não voltata para esse seguimento ou aquele seguimento, seja no conjunto religioso específico ou de maneira geral (outras religiões).

A história mostra os erros.  Iremos cometê-los ou não, por nossa livre escolha ou porque não enxergamos e nos deixamos influenciar.

Etiene Sales
Sacerdote Umbandista e Ciêntista da Religião (pós-graduação latu senso)

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Comentários»

1. Murilo Pinheiros - novembro 21, 2012

Muito bom esse artigo 🙂


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