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Beber ou não beber? setembro 17, 2008

Posted by raizculturablog in Cultura & Massas.
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Eis a questão…

Por Alexandre Cumino

­Mês passado reacendeu-se a questão do fumo nos terreiros por ocasião da lei que proibiria o fumo em “Casas de Culto”.
O prefeito corrigiu a lei, salvaguardando o que já é direito nosso conquistado também por Lei.

Já que temos o direito de liberdade religiosa onde não pode ser ferida a integridade de nossa liturgia ritual.

No Ritual da Religião de Umbanda costuma haver o uso de fumo enquanto elemento indissociável deste mesmo ritual,

portanto elemento ritualístico.

Agora somos surpreendidos com a “Lei Seca”, onde não é possível comer nem ao menos um bombom de licor e dirigir, muito menos beber “marafa”, champagne, Vinho, cerveja e outras bebidas que fazem parte de nossa liturgia e depois ir dirigir.

Assim reacendemos a velhas polêmicas:

Até onde o uso de fumo e bebida é valido nos trabalhos de Umbanda?

Existe ainda a questão de que “não sou eu quem bebe ou fuma”,

pois os dois elementos são utilizados pelos espíritos guias mediunicamente incorporados.

Não são poucos os médiuns que não bebem e nem fumam, mas que seus guias bebem e fumam.

Inclusive aqueles que pararam de beber e fumar por orientação de seu mentor.

Também não são poucos os que afirmam que seus guias levam tudo, não deixam nenhuma gota de álcool, nem resquício de nicotina em seu organismo, muito menos mau hálito ou cheiro desagradável em seu corpo.

De um lado temos leigos, médiuns e sacerdotes que lutam para a extinção do fumo e bebidas nos terreiros, pois do ponto de vista farmacológico, médico e legal são drogas que afetam o organismo, podendo levar ao câncer de pulmão e ao alcoolismo e cirrose hepática.

Em muitos terreiros é proibido termi­nan­temente o fumo e a bebida.

De outro lado temos os usos xamãnicos do fumo como “Erva Sagrada” enteógena (que leva a Deus) e

“Erva de Poder” utilizada pelos nossos indígenas muito antes de ser profanada pelo branco.

Tudo o que é sa­gra­do quando profa­nado leva à dor e é assim que as mais co­nhecidas ervas sa­gra­das e de poder fo­ram profanadas e hoje são uma das maio­res causas de sofri­mento em nossa sociedade (“maconha”, “cocaína”, “fu­mo”, “café” e outros).

Existe também o uso mágico e terapêutico do álcool e do fumo, que são elementos de magia por excelência,

o fumo traz em si os elementos:

vegetal, terra (sua origem), fogo (quando aceso), ar (onde expende a fumaça) e água (sua umidade relativa).

O alcool também traz os mesmos elementos:

vegetal (de sua origem na cana), terra (que sustenta a cana), fogo (sua potencialidade para combustão), ar (por ser um tanto volátil) e água (pois se trata de um liquido).

Por estas proprieda­des a bebida e o fumo se tornam elementos de poder para alcançar resultados em magia e rituais de umbanda.

Ainda se levanta a questão de que se é meu guia que fuma e afinal ele cura tantas pesso­as pode evitar os danos que estes elementos poderiam me causar.

Se Caboclo e Exu zelam por minha saúde devem ser os primeiros a ter ciência de estar ou não nos prejudicando enquanto “fumam” ou “bebem”.

Em tempo devo de minha parte esclarecer que guias espirituais não fumam no sentido vulgar da palavra e sim usam do fumo e da fumaça para fazer uma defumação direcionada, unindo o sopro, intenção e elemento para alcançar certo resultado.

Também não bebem no sentido vulgar da palavra, muito menos têm apego á bebida, pois isso se caracteriza comportamento de obsessores, nossos guias manipulam a bebida.

Realmente não há a necessidade em tragar a fumaça do fumo manipulado nem de se beber algo além de um ou dois copos ou doses.

Os excessos devem ser evitados em todos os casos, a Lei Maior fala na consciência de cada um de nós, a Ética e o Bom senso devem ser a meta e a regra para o bom andamento dos trabalhos.

De qualquer forma não podemos desrespeitar à leis, menores de idade não devem fumar nem beber, incorporados ou não, o que consiste uma atitude de respeito da entidade para com a situação emocional, psíquica e biológica daquele que é entendido como menor de idade.

Quanto aos médiuns responsáveis por si mesmos, mesmo que sinta que seu mentor “levou tudo”, lembre-se: podemos ter esta sensação, onde realmente uma entidade pode levar boa parte do etílico, no entanto quimicamente, salvo exceções de fenômenos da desmaterialização, sempre ficam resquícios químicos no corpo, por menores que sejam. E assim sendo:

“Se incorporou e bebeu, não dirija”.

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